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Liturgia
Parte 2
RITO DA PALAVRA
O Rito da Palavra é a segunda parte da missa, e também a
segunda mais importante, ficando atrás somente do Rito
Sacramental, que é o auge de toda celebração.
Iniciamos esta parte sentados, numa posição cômoda que
facilita a instrução.
Normalmente são feitas três leituras extraídas da Bíblia: em
geral um texto do Antigo Testamento, um texto epistolar do
Novo Testamento e um texto do Evangelho de Jesus Cristo,
respectivamente. Isto, porém, não significa que será sempre
assim; às vezes a 1ª leitura cede espaço para um outro texto
do Novo Testamento, como o Apocalipse, e a 2ª leitura, para um
texto extraído dos Atos dos Apóstolos; é raro acontecer, mas
acontece... Fixo mesmo, apenas o Evangelho, que será extraído
do livro de Mateus, Marcos, Lucas ou João.
Em algumas celebrações, temos apenas duas leituras (durante a
semana), noutras chegamos a ter onze leituras (vigília
pascal)!!
Analisemos melhor o Rito da Palavra:
COMENTÁRIO À PRIMEIRA LEITURA
O comentário à primeira leitura tem como objetivo fazer uma
breve introdução ao texto bíblico que será lido a seguir pelo
leitor. Chama a atenção para algum ponto que será abordado na
leitura.
O comentário, como é possível de se deduzir, é feito pelo
mesmo comentarista que deu início à celebração.
PRIMEIRA LEITURA
Como já dissemos, a primeira leitura costuma a ser extraída do
Antigo Testamento.
Isto é feito para demonstrar que já o Antigo Testamento previa
a vinda de Jesus e que Ele mesmo o cumpriu (cf. Mt 5,17). De
fato, não poucas vezes os evangelistas citam passagens do
Antigo Testamento, principalmente dos profetas, provando que
Jesus era o Messias que estava para vir.
A importância de lermos o Antigo Testamento - que muitos
declaram estar definitivamente suplantado pelo Novo Testamento
-, como afirma o pe. Luiz Cechinatto, em sua obra "A Missa
Parte por Parte", está no fato de que "precisamos conhecê-lo
para entender a história de nossa Salvação e vermos o longo
caminho andado até a chegada do Messias. Aquele passado
distante faz parte do processo amoroso de Deus, que quis
caminhar conosco falando a nossa linguagem".
O leitor, então, começa a ler o texto e, ao concluir, diz:
"Palavra do Senhor" e a comunidade responde com fé: "Graças a
Deus!.
O leitor deve ler o texto com calma e de forma clara. Por esse
motivo, não é recomendável escolher os leitores poucos
instantes antes do início da missa, principalmente pessoas que
não têm o costume de freqüentar aquela comunidade. Quando isso
acontece e o "leitor", na hora da leitura, começa a gaguejar,
a cometer erros de leitura e de português, podemos ter a
certeza de que, quando ele disser: "Palavra do Senhor", a
resposta da comunidade, "Graças a Deus", não se referirá aos
frutos rendidos pela leitura mas sim pelo alívio do término de
tamanha catástrofe!
Ora, se a fé vem pelo ouvido, como declara o Apóstolo,
certamente o leitor deve ser uma pessoa preparada para exercer
esse ministério; assim, é interessante que a Equipe de
Celebração seja formada, também, por leitores "profissionais",
ou seja, especial e previamente selecionados.
SALMO RESPONSORIAL / CANTO DE MEDITAÇÃO
O Salmo Responsorial também é retirado da Bíblia, quase sempre
(em 99% dos casos) do livro dos Salmos. Muitas comunidades
recitam-no, mas o correto mesmo é cantá-lo... Por isso uma ou
outra comunidade possui, além do cantor, um salmista, já que
muitas vezes o salmo exige uma certa criatividade e
espontaneidade, uma vez que as traduções do hebraico (ou
grego) para o português nem sempre conseguem manter a métrica
ou a beleza do original.
Assim, quando cantado, acaba lembrando um pouco o canto
gregoriano e, em virtude da dificuldade que exige para sua
execução, acaba sendo simplesmente - como já dissemos -
recitado (perdendo mais ainda sua beleza) ou substituído pelo
chamado Canto de Meditação.
O Canto de Meditação, como o próprio nome já diz, tem como
função ajudar a comunidade rezar e meditar sobre a Palavra de
Deus que está sendo lida. Esse tipo de substituição é válido
quando a mensagem desse canto tem ligação com o "tema" da
missa, fato que é difícil de acontecer se comparado com a
diversidade de temas proporcionado pelos Salmos.
Seja usando o Salmo cantado ou recitado, ou, ao invés, o Canto
de Meditação, deve toda a Assembléia cantar ou repetir o
refrão.
COMENTÁRIO À SEGUNDA LEITURA
Tem o mesmo objetivo da primeira leitura, só que fazendo
menção ao texto que será lido em seguida, isto é, na segunda
leitura.
SEGUNDA LEITURA
Da mesma forma como a primeira leitura tem como costume usar
textos do Antigo Testamento, a segunda leitura tem como
característica extrair textos do Novo Testamento, das cartas
escritas pelos apóstolos (Paulo, Tiago, Pedro, João e Judas),
mais notadamente as escritas por São Paulo.
Esta leitura tem, portanto, como objetivo, demonstrar o vivo
ensinamento dos Apóstolos dirigido às comunidades cristãs.
A segunda leitura deve ser encerrada de modo idêntico ao da
primeira leitura, com o leitor exclamando: "Palavra do
Senhor!" e a comunidade respondendo com: "Graças a Deus!".
COMENTÁRIO AO EVANGELHO
Assim como os anteriores, este comentário chama à atenção para
algum ensinamento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
CANTO DE ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Feito o comentário ao Evangelho, o cantor convida a assembléia
a se por de pé, para aclamar as palavras de Jesus.
O Canto de Aclamação tem como característica distintiva a
palavra "Aleluia", um termo hebraico que significa "louvai o
Senhor". Na verdade, estamos felizes em poder ouvir as
palavras de Jesus e estamos saudando-O como fizeram as
multidões quando Ele adentrou Jerusalém no domingo de Ramos.
Percebemos, assim, que o Canto de Aclamação, da mesma forma
que o Hino de Louvor, não pode ser cantado sem alegria, sem
vida. Seria como se não confiássemos Naquele que dá a vida e
que vem até nós para pregar a palavra da Salvação.
Comprovando este nosso ponto de vista está o fato de que
durante o tempo da Quaresma e do Advento, tempos de preparação
para a alegria maior, também a palavra "Aleluia" não aparece
no Canto de Aclamação ao Evangelho.
Durante sua execução, a Bíblia pode ser trazida até o
sacerdote, em procissão, representando a chegada do próprio
Senhor...
O SINAL DA CRUZ
Recebida a Bíblia (quando for o caso) e concluído o Canto de
Aclamação ao Evangelho, o sacerdote se inclina diante do altar
e reza em voz baixa: "Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o
coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso
Santo Evangelho."
Se, ao invés do sacerdote, for o diácono quem irá proclamar o
Evangelho, deverá ele se dirigir até a frente do sacerdote e,
inclinado, pedir-lhe em voz baixa:
Diácono: "Peço a sua bênção."
Sacerdote: "O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios,
para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho. Em nome
do Pai e do Filho e do Espírito Santo."
Diácono: "Amém."
Depois disso, entrará (o sacerdote ou o diácono) em diálogo
com a comunidade, dizendo:
Sacerdote/Diácono: "O Senhor esteja convosco!"
Assembléia: "Ele está no meio de nós!"
Sacerdote/Diácono: "Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo,
segundo (nome do evangelista).
Assembléia: "Glória a vós, Senhor!"
Então, o sacerdote ou diácono faz o sinal da cruz sobre a
Bíblia e também sobre a testa, sobre a boca e sobre o peito
(neste caso, rezando em silêncio: "Pelo sinal da Santa Cruz,
livre-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos"); e cada
fiel persigna o sinal da cruz amplo sobre si mesmo.
EVANGELHO
Antes de iniciar a leitura do Evangelho, se estiver sendo
feito uso de incenso, o sacerdote ou o diácono (depende de
quem for ler o texto), incensará a Bíblia e, logo a seguir,
iniciará a leitura do texto.
O texto do Evangelho é sempre retirado dos livros canônicos de
Mateus, Marcos, Lucas e João, e jamais pode ser omitido. É
falta gravíssima não proceder a leitura do Evangelho ou
substitui-lo pela leitura de qualquer outro texto, inclusive
bíblico.
Ao encerrar a leitura do Evangelho, o sacerdote ou diácono
profere a expressão: "Palavra da Salvação!" e toda a
comunidade glorifica ao Senhor, dizendo: "Glória a vós,
Senhor!". Neste momento, o sacerdote ou diácono, em sinal de
veneração à Palavra de Deus, beija a Bíblia (rezando em
silêncio: "Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados
os nossos pecados") e todo o povo pode voltar a se sentar.
HOMILIA (SERMÃO)
A homilia nos recorda o Sermão da Montanha, quando Jesus subiu
o Monte das Oliveiras para ensinar todo o povo reunido.
Observe-se que o altar já se encontra, em relação aos bancos
onde estão os fiéis, em ponto mais alto, aludindo claramente a
esse episódio.
Da mesma forma como Jesus ensinava com autoridade, após sua
ascensão, a Igreja recebeu a incumbência de pregar a todos os
povos e ensinar-lhes a observar tudo aquilo que Cristo pregou.
A autoridade de Cristo foi, portanto, passada à Igreja.
A homilia é o momento em que o sacerdote, como homem de Deus,
traz para o presente aquela palavra pregada por Cristo há dois
mil anos. Neste momento, devemos dar ouvidos aos ensinamentos
do sacerdote, que são os mesmos ensinamentos de Cristo, pois
foi o próprio Cristo que disse: "Quem vos ouve, a mim ouve.
Quem vos rejeita, a mim rejeita" (Lc 10,16). Logo, toda a
comunidade deve prestar atenção às palavras do sacerdote.
A homilia é obrigatória aos domingos e nas solenidades da
Igreja. Nos demais dias, ela também é recomendável, mas não
obrigatória.
PROFISSÃO DE FÉ (CREDO)
Encerrada a homilia, todos ficam de pé para recitar ou cantar
o Credo. Este nada mais é do que um resumo da fé católica, que
nos distingue das demais religiões. É como que um juramento
público, como nos lembra o Pe. Luiz Cechinatto.
Da mesma forma que o Hino de Louvor, caso o Credo seja
recitado, poderá ser adotado dois coros, para expressar uma
maior beleza.
Embora existam outros Credos católicos, expressando uma única
e mesma verdade de fé, durante a missa costuma-se a recitar o
Símbolo dos Apóstolos, oriundo do séc. I, ou o Símbolo
Niceno-Constantinopolitano, do séc. IV. O primeiro é mais
curto, mais simples; o segundo, redigido para eliminar certas
heresias a respeito da divindade de Cristo, é mais longo, mais
completo. Na prática, usa-se o segundo nas grandes solenidades
da Igreja.
Eis o texto desses símbolos:
Símbolo dos Apóstolos:
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos;
foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu as céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo;
na Santa Igreja católica;
na comunhão dos santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amém.
Símbolo Niceno-Constantinopolitano
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra,
e de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado,
consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja,
una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo
para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há de vir.
Amém.
ORAÇÃO DA COMUNIDADE
A Oração da Comunidade ou Oração dos Fiéis, como também é
conhecida, marca o último ato do Rito da Palavra. Nela toda a
comunidade apresenta suas súplicas ao Senhor e intercede por
todos os homens.
Alguns pedidos não devem ser esquecidos pela comunidade:
As necessidades da Igreja.
As autoridades públicas.
Os doentes, abandonados e desempregados.
A paz e a salvação do mundo inteiro.
Além destas, deve a assembléia apresentar outras de caráter
local, específicas da comunidade. A introdução e o
encerramento da Oração da Comunidade é feita pelo sacerdote.
Quando possível, devem ser feitos espontaneamente. As preces
podem ser feitas pelo comentarista ou, melhor ainda, pelos
próprios fiéis. Cada prece deve terminar com a expressão:
"Rezemos ao Senhor!", para que a comunidade possa responder
com: "Senhor, escutai a nossa prece!" ou "Ouvi-nos, Senhor!"
Quando o sacerdote conclui a Oração da Comunidade, dizendo,
por exemplo: "Atendei-nos, ó Deus, em vosso amor de Pai, pois
vos pedimos em nome de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor
nosso.", a assembléia encerra com um: "Amém!".
Termina, então, a segunda parte da missa e inicia-se a
terceira parte: o Rito Sacramental.
RITO SACRAMENTAL
Os fiéis, cheios de gratidão, oferecem a Deus o fruto do seu
trabalho, louvando o Senhor e bendizendo Seu Filho, em cujo
corpo serão transformados o pão e o vinho oferecidos. Antes de
receber a comunhão em Cristo, os fiéis se cumprimentam
reafirmando a comunhão entre irmãos - e reafirmam sua adoração
a Deus rezando o Pai Nosso, a oração que aprendemos da boca de
Jesus.
A celebração eucarística se completa com a partilha do pão e
do vinho, a comunhão do sacerdote e o recebimento da comunhão
pelos fiéis.
A celebração eucarística é o supremo e mais belo ritual da
Missa, reproduzindo com delicadeza o acontecimento central da
Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia.
A Missa recorda este momento com o Ofertório, a Oração
Eucarística e a Comunhão.
PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS, ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
Jesus é a Vítima do Sacrifício que se vai realizar sobre o
altar. Ali são preparados para o Sacrifício o pão e o vinho,
que depois de consagrados se transformam no Corpo e no Sangue
de Jesus. Durante a preparação os fiéis permanecem sentados.
O celebrante vai para a frente do altar e recebe as ofertas
trazidas em procissão. Pão e vinho e outras ofertas, frutos do
trabalho do homem, são apresentados ao altar simbolizando o
oferecimento que os fiéis fazem a Deus de suas vidas, cheios
de gratidão por todas as graças recebidas. (Por isso esta
parte da Missa também é conhecida como Ofertório.)
Entregues as oferendas, de novo de pé os fiéis atendem à
convocação do celebrante (“Orai, irmãos e irmãs...”) e pedem a
Deus que aceite o sacrifício que elas representam: “Receba o
Senhor por tuas mãos (as mãos do celebrante) este sacrifício
para glória do Seu nome...”
O acólito derrama um pouco de água sobre os dedos do
celebrante enquanto este diz em voz baixa a oração do Lavabo:
“Lavai-me, Senhor, da minha iniqüidade e purificai-me do meu
pecado”.
Em seguida, o celebrante toma as oferendas - pão e vinho - e
as oferece a Deus (“Acolhei, ó Deus, as preces dos vossos
fiéis...”).
ORAÇÃO EUCARÍSTICA / PREFÁCIO SANTO
Chegamos à Oração Eucarística, o ritual central da Missa. É o
momento em que Deus vai atender a súplica dos fiéis e
santificar as oferendas transformando o pão e o vinho no Corpo
e no Sangue de Jesus. O celebrante lembra que agora, mais do
que nunca, o pensamento de todos deve estar voltado para o
Senhor e por isso trava com os fiéis este diálogo:
Sacerdote: "O Senhor esteja convosco."
Assembléia: "Ele está no meio de nós."
Sacerdote: "Corações ao alto."
Assembléia: "O nosso coração está em Deus."
Sacerdote: "Demos graças ao Senhor, nosso Deus."
Assembléia: "É nosso dever e nossa salvação."
O ritual prossegue com a recitação do Prefácio pelo
celebrante. O Prefácio é um verdadeiro hino de ação de graças,
um grito de alegria por havermos tido a suprema graça de
receber Jesus, nosso Senhor e dom do Pai, que Se sacrificou
para nos salvar.
Em nome da assembléia, o celebrante glorifica a Deus e Lhe
rende graças por toda a obra da salvação (ou por um de seus
aspectos, de acordo com o dia, a festa ou o tempo). De certa
forma, o Prefácio anuncia o conteúdo da Oração Eucarística.
Ao Prefácio segue-se a oração “Santo”, pela qual a assembléia
proclama a santidade e grandeza de Deus. No início da oração,
repetindo “Santo” três vezes os fiéis reconhecem a existência
de Deus nas pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Agora estamos todos preparados para o momento da Consagração.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA / RITO DE COMUNHÃO
Os fiéis se ajoelham, o celebrante estende as mãos sobre o pão
e o vinho e pede ao Espírito Santo que os transforme no Corpo
e no Sangue de Jesus (“Santificai, pois, estas oferendas...”).
O momento da Consagração é descritivo da Última Ceia. O
celebrante relembra e repete os mesmos gestos de Jesus,
obedecendo à Sua ordem (“Fazei isto em memória de mim”).
Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida ergue o
cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.
Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as
propriedades do Corpo e do Sangue de Jesus.
A Eucaristia é o Sacramento da presença de Jesus ressuscitado.
A assembléia, de pé, reconhece isso dizendo “Toda vez que
comemos deste pão e bebemos deste cálice anunciamos, Senhor, a
Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição”.
O celebrante ainda ora pela Igreja Católica e pelas
necessidades dela e termina esta parte, elevando o pão e o
vinho num gesto de oferenda, com uma oração que resume todo o
louvor da Oração Eucarística: "Por Cristo, com Cristo, em
Cristo, toda honra e toda glória...".
PAI NOSSO / ABRAÇO DA PAZ
Os fiéis se preparam para receber a comunhão, ou seja, se
preparam para receber o Corpo de Cristo e, com esse gesto,
comungar, partilhar dos mesmos sentimentos de amor e entrega a
Deus que Jesus teve quando Se sacrificou por nós. E não pode
haver comunhão com Cristo sem haver antes a comunhão entre
irmãos.
Todos rezam, então, o Pai Nosso. E rezam com Jesus, falando
com Deus pela boca de Seu Filho. Através desta oração, os
membros da grande família presente à celebração reconhecem
novamente a Deus como Pai e suplicam a graça de poderem viver
como verdadeiros filhos e amarem-se como verdadeiros irmãos em
Cristo.
Paz é fruto da justiça. Paz é fruto da igualdade. Paz é tão
necessária quanto o ar que respiramos. Quando quis dar aos
Apóstolos o melhor de Si, Jesus lhes disse “Eu vos deixo a
paz, eu vos dou a minha paz”.
O celebrante recorda esse momento e ora pedindo a Jesus que
nos dê a mesma paz que Ele ofereceu aos Apóstolos. Os fiéis
respondem “Amém”, e com isto fazem suas as palavras do
celebrante.
Os fiéis, que disseram a Jesus que querem viver na Paz de
Deus, demonstram esta disposição com o abraço da paz.
Eles se cumprimentam com um abraço ou um aperto de mão e um
sorriso de cumplicidade e amizade. Afinal, estão todos à mesma
mesa e vão tomar, juntos, a mesma Refeição. E só podem entrar
em comunhão com Cristo e com Deus se estiverem em paz e em
comunhão uns com os outros.
FRAÇÃO DO PÃO / AGNUS DEI
Agora o celebrante se prepara para distribuir os alimentos
consagrados. Parte a grande hóstia sobre a patena e coloca uma
parte no cálice com vinho consagrado.
A fração do pão significa que todos os fiéis vão participar no
mesmo Alimento e o gesto de colocar parte da hóstia no cálice
simboliza a união do pão e do vinho consagrados: uma vez
consagrados, o pão e o vinho formam uma unidade, o Corpo vivo
de Cristo, e recordam o mistério da ressurreição.
Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda
uma última confissão de humildade na oração do Agnus Dei
(“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...”).
COMUNHÃO
O celebrante comunga o Corpo de Cristo. Depois comunga o
Sangue de Cristo. Em seguida distribui aos fiéis a hóstia
consagrada.
Em ocasiões especiais, ou em pequenas comunidades, a Comunhão
pode ser feita sob as duas formas, isto é, o sacerdote
mergulha a hóstia no vinho antes de oferecê-la ao comungante.
Este é o momento da grande comunhão dos fiéis com Deus, dos
fiéis com Cristo, dos fiéis entre si. Os que comem do mesmo
Pão passam a formar um só corpo com Cristo e devem ter a mesma
disposição que Ele teve em fazer a vontade do Pai: fazer do
mundo um reinado de justiça e paz como preparação para a vida
eterna.
Ao receber a comunhão o fiel responde “Amém”, confirmando sua
fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em
Cristo, recebe a todos em sua vida e se compromete a doar-se a
seus irmãos.
Finda a comunhão, enquanto se faz a purificação do cálice e da
patena, os fiéis permanecem sentados e o celebrante reza em
silêncio. Após um momento de fundo recolhimento, pede a Deus
em nome de todos que faça frutificar a eucaristia que os uniu,
renovando humildemente o pedido de poder participar plenamente
da vida cristã.
RITOS FINAIS
A última parte da missa, mais breve que as demais tem como
principal objetivo despedir os fiéis exortando-os a retornarem
para suas casas louvando e bendizendo ao Senhor e para que
sejam, durante a semana, testemunhas de Cristo, vivendo a
caridade nos seus atos e pregando a Palavra aos seus
semelhantes.
COMUNICADOS DA COMUNIDADE
A verdadeira comunidade não é aquela que se encontra apenas
aos domingos para celebrar a missa...
Comunidade significa "comum unidade", isto é, a vivência em
comum, a participação conjunta na vida e rotina da Igreja,
como faziam os primeiros cristãos: "Todos aqueles que criam
[em Jesus] estavam unidos e tinham tudo em comum" (At 2,44).
Assim, este momento da missa é muito importante para a
comunidade pois aponta as atividades que se darão nos próximos
dias sob o patrocínio ou autorização da Igreja. É o chamado
para que os presentes à missa venham participar, viver na
comunidade, em comum unidade!
Os avisos podem ser anunciados pelo comentarista, pelos
representantes das diversas pastorais envolvidas ou pelo
próprio sacerdote. Deve-se, porém, evitar o anúncio de muitos
avisos, pois senão a atenção da assembléia começa a se
dispersar; o ideal é que se anuncie apenas aquilo que se dará
durante a semana em questão, admitindo como única exceção os
eventos maiores, que mobilizem toda uma diocese ou cidade
(ex.: Missa Campal, Retiro Diocesano, etc.), em virtude da
complexidade de organização que costuma a envolver.
Os avisos também devem ser organizados de acordo com o grau de
importância, em ordem decrescente; para se chegar a um
consenso sobre o que deve ser anunciado primeiro e o que deve
ser deixado para o final, recomendamos que seja dada sempre a
palavra final ao pároco.
MENSAGEM FINAL
Antes do término da Santa Missa, deve a Igreja chamar a
atenção de seus fiéis para que vivam a semana, que ora se
inicia (domingo), de maneira genuinamente cristã.
Liturgia é ação! Em seu dia a dia o cristão deve agir e se
comportar como verdadeiro discípulo de Cristo, ser sua
testemunha no lar, no trabalho, na rua, em qualquer lugar que
seja. Assim, a liturgia não se inicia quando começa a missa;
muito pelo contrário, se inicia quando termina a missa! O
altar é a culminância da liturgia!!! Se durante a semana não
vivemos como cristãos - ou pelo menos não nos esforçamos a
viver como cristãos - o que vamos fazer na missa, quando chega
o domingo, no momento em que a liturgia atinge o seu auge?
A Mensagem final deve, portanto, exaltar o cristão a viver de
forma digna, de acordo com o Evangelho do Senhor. Não deve ser
longa, mas precisa ser clara e objetiva, para que cada fiel
possa, de maneira fácil, guardar em seu coração aquilo que foi
proclamado durante a missa e, relembrando durante toda a
semana, consiga de fato seguir a Palavra de Deus.
A elaboração da Mensagem pode utilizar como principal fonte o
Evangelho do dia combinados com outros escritos da Bíblia,
documentos da Igreja e obras dos santos.
CANTO FINAL / CANTO DE AÇÃO DE GRAÇAS
O Canto Final representa o louvor e a alegria da assembléia
por todos os dons e graças dados por Deus durante a Santa
Missa, de maneira que também é conhecido como Canto de Ação de
Graças.
Por ser um canto de alegria, de júbilo, de exaltação, não deve
ser lento, arrastado, meditativo. Toda a comunidade deve,
assim, ser encorajada a cantá-lo, com fé e participação plena.
BÊNÇÃO FINAL
Terminado o Canto Final, toda a comunidade deve se colocar de
pé para receber a Bênção Final. O sacerdote, então, abrirá
seus braços e saudará todo o povo, dizendo:
Sacerdote: "O Senhor esteja convosco!"
Assembléia: "Ele está no meio de nós!"
Então o sacerdote abençoará todo o povo, fazendo uso, conforme
dia ou ocasião, de uma oração sobre o povo, bênção solene, ou
bênção simples.
Um exemplo de bênção solene (usada no primeiro dia do ano) é a
seguinte:
Sacerdote: "Que Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a
bênção, vos conceda a Sua graça, derrame sobre vós as Suas
bênçãos e vos guarde sãos e salvos todos os dias do ano!"
Assembléia: "Amém!"
Sacerdote: "Que vos conserve íntegros na fé, pacientes na
esperança e perseverantes até o fim na caridade!"
Assembléia: "Amém!"
Sacerdote: "Que Ele disponha na Sua paz os vossos atos e
vossos dias, atenda sempre vossas preces e vos conduza à vida
eterna!"
Assembléia: "Amém!"
Sacerdote: "A bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e
Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre!"
Assembléia: "Amém!"
Sacerdote: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe."
Assembléia: "Graças a Deus!"
A bênção simples, muito mais curta, costuma a ser:
Sacerdote: "Abençoe-vos Deus todo-poderoso: Pai e Filho e
Espírito Santo."
Assembléia: "Amém!"
Sacerdote: "Ide em paz e o Senhor vos acompanhe."
Assembléia: "Graças a Deus!"
Ao invés de dizer simplesmente: "Ide em paz e o Senhor vos
acompanhe", o sacerdote poderá usar, ainda, outras palavras
espontâneas ou uma das seguintes fórmulas:
A alegria do Senhor seja a vossa força. Ide em paz e o Senhor
vos acompanhe.
Glorificai o Senhor com vossa vida. Ide em paz e o Senhor vos
acompanhe.
Em nome do Senhor, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado. Ide em paz e o
Senhor vos acompanhe.
Ao traçar o sinal da cruz, todos os presentes devem inclinar a
cabeça.
Dada a Bênção Final, o sacerdote beija novamente o altar em
veneração e, juntamente com os demais ministros, reverencia o
sacrário onde se encontram as hóstias consagradas, real corpo
de Cristo. Após isso, todos se retiram. Se ocorrer algum outro
evento litúrgico, a despedida pode ser omitida.
É facultado cantar ou tocar alguma outra música enquanto todas
as pessoas se retiram, para tornar o ambiente mais agradável e
expressar a alegria de ter participado da missa.
Parte 3
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