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Os
cristãos, como todo ser humano, tem uma necessidade
imensa de ser feliz. Tudo muito natural. Nascemos
para sermos felizes.
Um dos requisitos para se ser feliz é
saber relacionar-se. Já nos dizia Rousseau que
“ninguém é uma ilha em si mesmo”. Existem aqueles
que, num contato social, numa comunidade, até mesmo
na vida comum de Igreja, sente-se isolados, ilhados.
Nada aparentemente lhes vai bem. Parece que o mundo
está contra si. Mesmo se o suposto problema não seja
tão grande. Contudo, saber viver é uma arte. Deus
nos fez verdadeiros artistas. Deu-nos condições para
isso. Aliás, ele mesmo resolveu nossos problemas
maiores, dando-nos seu Filho Único com um coração
enorme, uma verdadeira “fornalha ardente de
caridade”..E, este, nos deu o Espírito Santo, como
experimentamos no Último Pentecostes. Assim,
poderíamos enumerar os diversos feitos de Deus em
favor da humanidade, em toda história da salvação.
Na edição do mês passado eu lhe falava
sobre a historia do Tom, aquele jovem
norte-americano. A história foi muito comentada
pelos nossos leitores. De fato, ela é, no mínimo
emocionante. Serviu para ajudar a muitos. Espero que
esta fabula também possa fazer surtir o mesmo
efeito.
“ Um dia, o burro de um camponês caiu num
poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali
por conta própria. Por isso o animal chorou
fortemente durante horas, enquanto o camponês
pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão
cruel: concluiu que já que o burro estava muito
velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser
tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena
se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao
contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a
enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e
começou a jogar terra dentro do poço.
O burro não tardou a se dar conta do que
estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente.
Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se
depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e
se surpreendeu com o que viu.
A cada pá de terra que caía sobre suas
costas o burro a sacudia, dando um passo sobre esta
mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo,
todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca
do poço, passar por cima da borda e sair dali
trotando.
A vida vai te jogar muita terra nas
costas. Principalmente se você já estiver dentro de
um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a
terra que se leva nas costas e dar um passo sobre
ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que
nos conduz para cima. Podemos sair dos mais
profundos buracos se não nos dermos por vencidos.
Liberte o seu coração do ódio, da vontade
de vingança. Experimente a graça do perdão.
Simplifique a sua vida. Doe mais e espere menos.
Ame mais e.aceite a “terra” que lhe jogam. Ela pode
ser a solução, não o problema.
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Padre Wander de
Souza Carmo, nds |
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Pároco |
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